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Redação

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                     Redação

Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. Não existem fórmulas mágicas: o exercício contínuo, aliado à leitura de bons autores, e a reflexão são indispensáveis para a criação de bons textos. Nesta seção, serão apontadas algumas características que você deverá observar na produção de seus textos. Desejamos que as dicas apresentadas sejam bastante úteis a você.


    Ler, escrever e pensar

     



    Saber escrever pressupõe, antes de mais nada, saber ler e pensar. O pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa mal), não escreve (ou escreve mal); quem não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).
    Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não basta ler, é preciso entender o que se lê. Entender significa ir além do simples significado das palavras que aparecem no texto. É preciso, também, compreender o sentido das frases, para que se alcance uma das finalidades da leitura: a compreensão de ideias e, num segundo momento, os recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto.
    Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura é ainda uma das formas mais ricas de informação, pois grande parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de linguagem escrita. 


    Bem informado


    Lembre-se: estar bem informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.




    A redação no vestibular
     
    Ler, escrever, pensar



    Em vestibulares e concursos, a prova de Redação é um grande fator de eliminação. Através dela, as instituições têm um indicador mais concreto da formação do aluno, diferentemente das questões de múltipla escolha. Geralmente, exige-se que o candidato produza um texto dissertativo. Em menor proporção, podem ser solicitados ainda textos narrativos ou descritivos.

    Conheça as características de cada um desses textos:


    1)  Dissertação: dissertar significa “falar sobre”. É o texto em que se expõem ideias, seguidas de argumentos que as comprovem. Na dissertação, você deve revelar sua opinião a respeito do assunto.


    2)  Descrição: texto em que se indicam as características de um determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Na descrição, você deve responder à pergunta: Como a coisa  (lugar / pessoa) é? É importante tentar usar os mais variados sentidos: fale do aroma, dos cheiros, das cores, das sensações, de tudo que envolve a realidade a ser descrita. 


    3)  Narração: texto em que se contam fatos ocorridos em determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. Lembre-se: você deve “narrar a ação”, respondendo à pergunta: O que aconteceu?



    Dissertação - estrutura

    1ª parte: Introdução
    No primeiro parágrafo, o autor apresenta o tema que será abordado.
    Dica: anuncie claramente o tema sobre o qual você escreverá e as delimitações propostas.

    2ª parte: Desenvolvimento
    Nos parágrafos subsequentes (geralmente dois), o autor apresenta uma série de argumentos ordenados logicamente, a fim de convencer o leitor.
    Dica: argumente, discuta, exponha suas ideias, prove o que você pensa.

    3ª parte: Conclusão
    No último parágrafo, o autor "amarra" as ideias e procura transmitir uma mensagem ao leitor.
    Dica: conclua de maneira clara, simples, coerente, confirmando o que foi exposto no desenvolvimento.

    Atenção:
    A dissertação deve obedecer à extensão mínima indicada na proposta, a qual costuma ser de 25 a 30 linhas, considerando letra de tamanho regular. Inicialmente, utilize a folha de rascunho e, depois, passe a limpo na folha de redação, sem rasuras e com letra legível. Utilize caneta; lápis, apenas no rascunho.
     



    Planejando a dissertação (I)

     


    redação 

    • Quando você deseja ir a algum lugar ao qual nunca foi, você costuma, mesmo que mentalmente, elaborar um roteiro. Afinal de contas, você sabe que, caso não se planeje, correrá o risco de ficar rodando à toa e não chegar ao destino, e, se chegar, terá perdido mais tempo que o previsto.
    • Ao elaborarmos uma redação, não é diferente: se não tivermos um plano ou um roteiro previamente preparados, corremos o risco de ficar dando voltas em torno do tema, não chegando a lugar nenhum. Por isso, antes de escrever sua redação, é preciso planejá-la bem, procurando elaborar um esquema. Mas cuidado, não confunda esquema com rascunho! Esquema é um guia que estabelecemos para ser seguido, no qual colocamos em frases sucintas (ou mesmo palavras) o roteiro para a elaboração do texto. No rascunho, por outro lado, damos forma à redação, pois nele as ideias colocadas no esquema passam a ser redigidas, tomando a forma de frases que aos poucos se transformam em um texto coerente.
    • O primeiro passo para a elaboração do esquema é ter entendido o tema, pois de nada adiantará um ótimo esquema se ele não estiver adequado ao tema proposto. Em seguida, você poderá dividir seu esquema nas três partes básicas - introdução, desenvolvimento e conclusão. Na Introdução, é necessário informar a tese que você irá defender. No Desenvolvimento, escreva palavras capazes de resumir os argumentos que você apresentará para sustentar sua tese. Na Conclusão, escreva palavras que representem sua ideia final.
    • Atenção: quando você estiver fazendo o esquema do desenvolvimento, surgirão inúmeras ideias. Registre-as todas, mesmo que mais tarde você não venha a utilizá-las. Essas ideias normalmente vêm sem ordem alguma; por isso, mais tarde, é preciso ordená-las, selecionando as melhores e colocando-as em ordem de importância. Esse processo é conhecido como hierarquização das ideias.
    Veja a seguir, um exemplo de esquema com as ideias já hierarquizadas:

    Tema: Pena de morte: você é contra ou a favor?



    Introdução:

    contra - não resolve



    Desenvolvimento:

    1º parágrafo: direito à vida - religião

    2º parágrafo: outros países - Estados Unidos



    Conclusão:

    ineficaz; solução: erradicação da miséria

    Feito o esquema, é só segui-lo passo a passo, transformando as palavras em frases, dando forma à sua redação.



    Planejando a dissertação (II)
    Planejando a redação


    Veja a seguir outro tipo de roteiro. Siga os passos:

    1) Interrogue o tema;

    2) Responda-o de acordo com a sua opinião;

    3) Apresente um argumento básico;

    4) Apresente argumentos auxiliares;

    5) Apresente um fato-exemplo;

    6) Conclua. 

    Vamos supor que o tema de redação proposto seja: Nenhum homem vive sozinho. Tente seguir o roteiro:

    1. Transforme o tema em uma pergunta: Nenhum homem vive sozinho?

    2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando (ou concordando em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu ponto de vista.

    3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal.

    4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua posição. Estes serão os argumentos auxiliares.

    5. Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica, social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo geralmente dá força e clareza à argumentação. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferenciando-o dos demais.

    6. A partir desses elementos, você terá o rascunho de sua redação.
     



    Dicas para elaborar uma boa redação

    Atualmente, a prova de redação é um diferencial importante na classificação em concursos. Para garantir um bom resultado em seus textos, não deixe de ler as dicas que selecionamos.


    Simplicidade
     Use palavras conhecidas e adequadas. Para ter um bom domínio do texto, prefira frases curtas. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.



    Clareza
     O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas ideias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.


    Objetividade

    Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso, não repita ideias, não use palavras em excesso buscando aumentar o número de linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto.


    Unidade

    Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder.


    Coerência
     A coerência entre todas as partes do texto é fator primordial para a boa escrita. É necessário que as partes formem um todo. Estabeleça uma ordem para que as ideias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as consequências.


    Ordem
     Obedecer uma ordem cronológica é uma maneira de acertar sempre, apesar de não ser criativa. Nesta linha, parta do geral para o particular, do objetivo para o subjetivo, do concreto para o abstrato. Use figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação.


    Ênfase

    Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à ideia inicial é uma boa maneira de fechar o texto.



    Leia e Releia

    Lembre-se, é fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e ideias. À medida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação. Não se apegue ao escrito. Refaça, se for preciso.




    Escreva uma redação de sucesso

    1) Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto (conciso) na construção das sentenças.

    2) Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e jargões. 

    3) Evite o uso excessivo de advérbios. Tome cuidado com a gramática.

    4) Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. O uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro...

    5) Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas.Exemplo: O fato de que o homem que seja inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam também são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão (Toda mansão é luxuosa!).

    6) Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: "fazer das tripas coração", "encerrar com chave de ouro", “silêncio mortal", "calorosos aplausos".

    7) Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: "Fazem alguns anos que não viajo". O certo é “Faz alguns anos que não viajo”. 

    8) Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". A forma correta é “Há cinco anos...”

    9) A leitura intensiva facilita o uso da vírgula corretamente. Leia muito, leia sempre!

    10) Nas citações: use aspas, coloque vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu o que está sendo citado. Exemplo: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel Johnson.


    Avaliação da Redação
     
    Veja os equívocos apontados por organizadores de concursos e vestibulares como os mais cometidos pelos candidatos.



    1)  Ordenação das ideias
    • A falta de ordenação é um erro comum e indica, segundo os organizadores de vestibulares, que o candidato não tem o hábito de escrever. O texto fica sem encadeamento e, às vezes, incompreensível, partindo de uma ideia para outra sem critério, sem ligação.

    2)  Coerência  e  coesão
    • Em muitas redações, fica evidente a falta de coerência: o candidato apresenta um argumento para contradizê-lo mais adiante. Já a redundância denuncia outro erro bastante comum: falta de coesão. O candidato fica dando voltas num assunto, sem acrescentar dado novo. É típico de quem não tem informação suficiente para compor o texto.

    3)  Inadequação
    • A inadequação é um tipo de erro capaz de aparecer inclusive em redações corretas na gramática e ortografia e coerentes na estrutura. Nesse caso, os candidatos costumam fugir ao tema proposto, escolhendo outro argumento, com o qual tenham maior afinidade. O distanciamento do assunto pode custar pontos importantes na avaliação.

    4)  Estrutura dos parágrafos
    • Muitos dos candidatos têm demonstrado dificuldade em separar o texto em parágrafos. Sem a definição de uma ideia em cada parágrafo, a redação fica mal-estruturada. Um erro muito comum, nesse caso, é cortar a ideia em um parágrafo para concluí-la no seguinte. Ou, então, deixar o pensamento sem conclusão.

    5)  Estrutura das frases
    • Erros de concordância nos tempos verbais, fragmentação da frase, separando sujeito de predicado, utilização incorreta de verbos no gerúndio e particípio são algumas das falhas mais comuns nas redações. Esses erros comprometem a estrutura das frases e prejudicam a compreensão do texto.
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    Dicas para escrever uma boa REDAÇÃO

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    O PRIMEIRO PASSO: O ENTENDIMENTO DO TEMA
    A primeira etapa de uma redação consiste em compreender plenamente o tema. Nos antigos vestibulares, este era proposto de forma direta. Exemplo, a faculdade de direito da Universidade de São Paulo, certa feita, pediu que os vestibulandos escrevessem sobre a "Cortina de Ferro". Nesse caso, o vestibulando deveria dissertar sobre os países do leste europeu então dominados pela ex-União Soviética. Sem dúvida, questões propostas de maneira explícita facilitavam o entendimento do tema. Modernamente, os temas não mais são assim apresentados. São dados textos que, de alguma maneira, interligam-se e o vestibulando deve, em primeiro lugar, descobrir essas relações. Em linguagem simples, você deve "perceber" o conteúdo do tema.
    Técnica de redação
    Em todos os seus gêneros (dissertação, descrição, narração e crônica), é a mais importante prova dos exames vestibulares brasileiros. Pode-se dizer que ela é decisiva. Atualmente, a dissertação tem sido privilegiada pelas bancas examinadoras, pois ela exige que o aluno, após analisar textos, defenda suas opiniões sobre eles. 
    Aqui estão algumas dicas para você  fazer uma excelente redação no vestibular, após explicações, exemplos, temas e, na linguagem do aluno, "dicas" sobre o que escrever.
    Quase todos os exames vestibulares exigem, como redação, textos dissertativos. Poucas universidades - uma delas é a UNICAMP (Universidade de Campinas) - aceitam narração e crônica.
    O QUE É UMA DISSERTAÇÃO?
    Uma dissertação consiste numa redação analítica sobre o tema proposto pela banca examinadora que elabora a prova. Dessa maneira, o vestibulando deve defender uma opinião sobre o assunto exigido pela faculdade. Portanto, ao contrário da opinião tradicional, o aluno não pode ser neutro quanto ao tema em questão. O Ministério da Educação determina que as opiniões não devem ser julgadas, mas sim avaliadas se estão explicadas e defendidas com coerência e lógica.
    OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
    A nota dada à redação deve obedecer aos seguintes critérios:
    - adequação ao tema. A banca examinadora avalia se o vestibulando entendeu o tema proposto e redigiu um texto adequado a ele. "Fugir do assunto", como se diz na gíria estudantil, implica "nota zero";
    - coerência no desenvolvimento do tema. As idéias contidas no texto devem estar interligadas de maneira lógica. O vestibulando não pode propor uma opinião no início do texto e desmenti-la no final;
    - norma culta. O candidato a uma vaga nas faculdades e universidades precisa usar a língua portuguesa de maneira adequada, estruturas sintáticas (regência verbal e concordância) corretas e termos semanticamente precisos; portanto, não se deve usar uma palavra cujo sentido real você não conhece. Norma culta não quer dizer termos sofisticados, mas palavras simples e precisas no contexto da dissertação. Não pense que preciosismos (palavras complicadas) valorizam sua redação; pelo contrário, são ridículos. Em síntese, o vestibulando deve usar termos correntes com significados adequados;
    - criatividade. É claro que uma abordagem original do tema valoriza seu texto. Mas, o vestibulando deve ter cuidado em não confundir criatividade com idéias esdrúxulas. Na gíria estudantil, não "viaje".
    Lembre-se:
    Ninguém pode exigir que você escreva bem, pois isto pressupõe talento; as faculdades querem que se escreva certo.
    Antes de escrever
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    Antes de escrever, ou seja, passar para o papel o pensamento, sob a forma de palavras que se ligam umas às outras e formam frases, é preciso que se "recheie" a cabeça.
    Quem quer escrever bem precisa de , obrigatoriamente , estar bem informado. Quando colocamos no papel as nossa idéias, devemos imaginar que temos muitos desafios. Mas, antes de iniciar os comentários que continuarão a ser feitos por todo o ano, lembre-se: estar informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.
    Um exercício pra você ir treinando, por exemplo, sua redação versará sobre este tema: a competição como fator de organização da sociedade, suas virtudes e seus defeitos negativos. Para escrevê-la, relate um episódio em que você se tenha visto em meio a um excesso de competitividade ou em que a capacidade de competir lhe tenha sido útil. Lembre-se de que você está sendo solicitado a redigir uma dissertação, texto que se caracteriza por um esforço de reflexão em torno de um tema. Utilize sua experiência para construir seu texto, mas integre-a a uma argumentação de caráter generalizador e organizada dissertativamente.
    A dissertação deve ter extensão mínima de 30 linhas e máxima de 50, considerando letra de tamanho regular. Inicialmente, utilize a folha de rascunho e, depois, passe a limpo na folha de redação, sem rasuras e com letra legível, o que você redigiu. Utilize caneta; lápis, apenas no rascunho.
    A máxima esportiva "o importante é competir" parece estar tomando conta de nossas vidas. E interessante notar, no entanto, que ela pode ter, no mais da vida, significado oposto ao que tem como lema do esportista. Em seu contexto, dar o maior valor à competição significa colocar o desejo de vencer em segundo plano, com a conseqüência de o competidor respeitar as regras do jogo e o adversário. Já num mundo em que as pessoas são colocadas em constante competição, essa forma de convívio social parece ser igualada ao desejo de vencer a qualquer custo. Mas quais os limites para isso?
    Desde a escola, recebemos notas que nos colocam em constante comparação com nossos colegas. Com tantos candidatos por vaga para ingressar em um curso superior, não basta atender a certos requisitos acadêmicos: temos de vencer os demais. No mundo do trabalho, as coisas não são diferentes - conseguir emprego e mantê-lo significa, muitas vezes, ser o escolhido entre muitos. Enfim, somos cada vez mais estimulados e educados para a competitividade, que nos leva, freqüentemente, a colocar certos critérios de convivência em segundo plano.
    Esse é o caso, por exemplo, do aluno que guarda para si só a solução de um problema escolar durante a aula, sem compartilhá-la com a turma, com o objetivo de ser o único a tê-la encontrado; ou do colega de trabalho que se preocupa mais com os deslizes dos outros do que com sua própria excelência profissional. A verdade é que, em muitos momentos, somos levados a crer que a solidariedade seria um movimento inútil e, talvez, ingênuo.
    Desenvolvendo um tema
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    Os passos
    1) interrogar o tema;
    2) responder, com a opinião
    3) apresentar argumento básico
    4) apresentar argumentos auxiliares
    5) apresentar fato- exemplo
    6)  concluir
    Como fazer nossas dissertações? Como expor com clareza nosso ponto de vista? Como argumentar coerente e validamente? Como organizar a estrutura lógica de nosso texto, com introdução, desenvolvimento e conclusão?
    Vamos supor que o tema proposta seja Nenhum homem é uma ilha.
    Primeiro, precisamos entender o tema. Ilha, naturalmente, está em sentido figurado, significando solidão, isolamento.
    Vamos sugerir alguns passos para a elaboração do rascunho de sua redação.
    1. Transforme o tema em uma pergunta:
    Nenhum homem é uma ilha?
    2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando (ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu ponto de vista.
    3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal.
    4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua posição. Estes serão argumentos auxiliares.
    5. Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica, social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo, geralmente, dá força e clareza à nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião, fortalece os nossos argumentos. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto: como ele nasce da experiência de vida, ele dá uma marca pessoal à dissertação.
    6. A partir desses elementos, procure juntá-los num texto, que é o rascunho de sua redação. Por enquanto, você pode agrupá-los na seqüência que foi sugerida.
    Proposta de redação
    A TV brasileira completa 50 anos. No início, houve quem considerasse o televisor mais um eletrodoméstico na casa. Hoje, sabe-se que ele não é só isso, a televisão é um modo de vida.
    Redija um texto dissertativo, em prosa, com 30 linhas, analisando se a TV brasileira FORMA, INFORMA  ou DEFORMA. Use o esquema acima.
    Você pode também, caso queira, desenvolver  outro tema.
    Coerência Textual
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    A coesão colabora com a coerência, porque os conectivos ajudam a dar o sentido à união de duas ou mais idéias: alternância, conclusão, oposição, concessão, adição, explicação, causa, conseqüência, temporalidade, finalidade, comparação, conformidade, condição.
    As idéias numa dissertação precisam se completar, a geral se apóia na particular, a particular sustenta a geral. Na narração, se uma personagem for negra no começo, será assim até o fim, só Michel Jackson trocou de cor. A menos que a mudança da coloração seja significativa.
    Veja um exemplo de incoerência na dissertação: “O verdadeiro amigo não comenta sobre o próprio sucesso quando o outro está deprimido. Para distraí-lo, conta-lhe sobre seu prestígio profissional, conquistas amorosas e capacidade de sair-se bem das situações. Isso, com certeza, vai melhorar o estado de espírito do infeliz”.
    Exemplo de incoerência em narração: “O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre e não tinha o menor gosto pelas atividades intelectuais.
    Por toda a parte, havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha, as obras completas de Shakespeare”.
    DICAS IMPORTANTES
    • Leia atentamente o que está sendo solicitado. Atualmente, as propostas se aproximam da realidade dos candidatos, constituindo-se roteiros confiáveis para a organização de idéias
    • Crie mentalmente um interlocutor. Procure convencer um ouvinte específico do seu ponto de vista
    • Planeje o texto sem utilizar fórmulas prontas. O fio condutor deve ser seu pensamento
    • Evite marcas de língua falada. Escrita e fala são modalidades diferentes do idioma. Evite gírias e termos excessivamente coloquiais
    • Confie em seu vocabulário. Todos guardamos palavras sem uso que podem transmitir com clareza o nosso pensamento. Procure encontrá-las
    • Seja natural. Evite o uso de palavras de efeito apenas para impressionar a banca
    • Acredite em seus pontos de vista e defenda-os com convicção. Eles são seu maior trunfo.
    ALGUNS EXERCÍCIOS
    Um dos mais importantes elementos estruturais de uma dissertação é a coerência, isto é, a ligação lógica entre as frases. Isto quer dizer que você não pode elaborar proposições "soltas", desconexas. Cada frase deve ser redigida dentro de um contexto harmônico e logicamente organizado. Os exercícios que se seguem visam aprimorar a maneira de escrever de modo que cada frase esteja ligada à anterior e à posterior.
    Complete os espaços em branco:
    * PERÍODO I: "O colapso da União Soviética, no início da década de 90, foi interpretado como o fim do socialismo. Entretanto, ..........
    Assim, ao contrário das opiniões dos defensores do capitalismo, a História ainda não acabou e futuro ainda é uma incógnita". 
    * PERÍODO II: "A medicina alopática cura com eficiência, mas, por vezes, provoca danos ao organismo. Um exemplo disso é o uso de radioterapia no tratamento do câncer, que, ao destruir as células malignas, também elimina muitas das saudáveis. Desta maneira, a homeopatia ..........
    A medicina, por conseguinte, vive um impasse: a cura rápida e, muitas vezes, maléfica para a integridade do organismo; ou, soluções farmacêuticas mais lentas e, talvez, mais naturais".
    * ATENÇÃO:a alopatia é o método de se tratar enfermidades por meio do conhecimento de suas causas e do uso de drogas químicas ou técnicas cirúrgicas de efeito rápido.
    1- Escreva um texto simples e com idéias claras
    Procure desenvolver seus argumentos de uma maneira clara e coesa. Não é necessário nem recomendável que se dê mostras de erudição. Os avaliadores dos vestibulares apenas querem ver se você sabe argumentar. Suas idéias devem ser expostas de uma forma clara para que o avaliador entenda o que está escrito.
    2- Faça um texto coerente
    Os argumentos do seu texto devem obedecer a uma linha de raciocínio lógica. Desenvolva um determinado assunto até o fim e somente depois inicie outro. Caso contrário, o texto vai ficar confuso e difícil de ser compreendido.
    3- Não fuja do tema proposto
    Atenha-se ao que foi pedido no enunciado da redação. Por mais bem escrito que seu texto for, se ele fugir do tema, a nota será zero!
    4- Seja uma pessoa bem informada
    Procure ler jornais e revistas para aumentar sua visão de mundo. O vestibulando bem informado produz um texto mais rico e diversificado. Não dá pra escrever sobre um assunto que você nem sabe do que se trata. Portanto leia bastante e esteja sempre por dentro das últimas notícias
    Cuidados com a gramática
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    Quem já não enfrentou dificuldades ao escrever um texto com o uso dos pronomes demonstrativos. Deve-se escrever este, esse ou aquele? isto, isso ou aquilo? esta, essa ou aquela? Ó, dúvida cruel! Que fazer?
    A solução poderia estar em um bom livro de gramática, porém poucos possuem um desses em casa, e quem o possui não tem paciência para realizar a pesquisa. É para isso que estamos aqui. Então, vamos à teoria:
    Exemplos de uso: "este, esta, isto", para referência a elemento.
    · "O saneamento tem grande efeito sobre o bem-estar da população. Por isso, é inexplicável o fato de esse setor não se ter tornado prioridade do atual governo."
    · "A crise de energia demonstrou que a introdução de um novo modelo nos setores de infra-estrutura envolve riscos. Isso não significa, porém, que o modelo privado seja inviável."
    Usamos este, esta, isto para referência a elemento, frase ou oração posterior. Por exemplo:
    · "As principais dúvidas são estas: Como determinar quais empresas serão privatizadas? Quem deve exercer o poder concedente: Estados ou municípios?"
    · "Essas questões não são tão complexas quanto as de outro setores, sendo os mais importantes estes: o de energia e o de telecomunicações."
    Usamos este, esta, isto também para referência a elemento imediatamente anterior. Por exemplo:
    · "Essas questões não são tão complexas quanto as de outro setores, como o de telecomunicações e o de energia, sendo este o mais importante de todos." (O pronome "este" refere-se ao elemento imediatamente anterior, ou seja, a "setor de energia")
    · "É preciso que o Executivo promova as reformas necessárias no saneamento básico, pois este é o problema mais grave de hoje." (O pronome "este" refere-se ao elemento imediatamente anterior, ou seja, a "saneamento básico").
    Em uma enumeração de dois elementos, usamos este, esta, isto para referência ao segundo elemento e aquele, aquela, aquilo para o primeiro. Por exemplo:
    · "Essas questões não são tão complexas quanto as de outro setores, como o de energia e o de telecomunicações, sendo aquele mais importante do que este". (O pronome "aquele" refere-se ao primeiro elemento da enumeração, ou seja, a "setor de energia"; o pronome "este" refere-se ao segundo elemento da enumeração, ou seja, a "setor de telecomunicações").
    · "A privatização e a concorrência em substituição a um modelo estatal envolvem riscos, pois aquelas apresentam a incógnita da futura administração; este, a garantia do envolvimento da sociedade". (O pronome "aquela" refere-se aos primeiros elementos da enumeração, ou seja, a "privatização e concorrência"; o pronome "este" refere-se ao segundo elemento da enumeração, ou seja, a "modelo estatal").
    Noções de Dissertação
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    Existem dois tipos de dissertação: a dissertação expositiva e a dissertação argumentativa. A primeira tem como objetivo expor, explicar ou interpretar idéias; a segunda procura persuadir o leitor ou ouvinte de que determinada tese deve ser acatada. Na dissertação argumentativa, além disso, tentamos, explicitamente, formar a opinião do leitor ou ouvinte, procurando persuadi-lo de que a razão está conosco.
    Observar a estrutura dos textos dissertativos é um bom momento de aprendizagem. Recomenda-se tal exercício aos vestibulandos: ler editoriais e artigos de jornais.
    Na dissertação expositiva, podemos explanar sem combater idéias de que discordamos. Por exemplo, um professor de História pode fazer uma explicação sobre os modos de produção, aparentando impessoalidade, sem tentar convencer seus alunos das vantagens e desvantagens deles. Mas, se ao contrário, ele fizer uma explanação com o propósito claro de formar opinião dos seus alunos, mostrando as inconveniências de determinado sistema e valorizando um outro, esse professor estará argumentando explicitamente.
    Para a argumentação ser eficaz, os argumentos devem possuir consistência de raciocínio e de provas. O raciocínio consistente é aquele que se apóia nos princípios da lógica, que não se perde em especulações vãs, no “bate-boca” estéril. As provas, por sua vez, servem para reforçar os argumentos. Os tipos mais comuns de provas são: os fatos-exemplos,  os dados estatísticos e o testemunho.
    Leia os trechos abaixo que fazem parte da entrevista concedida à Revista Veja ( 26.4.2000) pela psicóloga Ana Bock, que é presidente do Conselho Federal de Psicologia e autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença:
    Fragmento 1:
    " Veja ­ A senhora acredita que, de maneira geral, o diálogo entre os gays e a sociedade está melhor? Ana- Hoje há movimentos organizados , como o Grupo Gay da Bahia, que tem certo reconhecimento social, pronuncia-se e é ouvido. Acho que houve um avanço, mas ainda temos muito o que percorrer. Ainda estamos em um momento em que é necessário que os homossexuais se organizem para poder fazer sua defesa."
    Fragmento 2:
    " Veja- De que forma os psicólogos podem ajudar o homossexual a viver melhor? Ana- Podem ajudar a reduzir o sofrimento psíquico provocado por questões cotidianas, como a rejeição e o preconceito. Quanto mais alguém entende seu lugar na sociedade, mais é capaz de enfrentar as dificuldades. Qualquer um pode se colocar nesse lugar, não só os homossexuais. Tem gente que sofre porque é negro, tem gente que sofre porque é mulher, porque é baixinho, alto demais, porque é feio. Há muitos casos de sofrimento de pessoas que são bonitas demais e se vêem sempre como objeto de desejo, sem construir relações afetivas adequadas. É engano pensar que só sofre quem faz escolhas difíceis ou é feio."
    O trecho que você leu pertence a uma entrevista que fala exclusivamente sobre homossexualidade. Você vai escrever agora, no entanto, sobre preconceito, a mais terrível de todas as marcas ou intolerâncias humanas. Você acredita que existam ainda, em nossa sociedade, preconceitos contra as criaturas humanas? Por quê isso ocorre? Disserte sobre isso e opine livremente. Treine sua dissertação.
    Melhore sua redação
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    Oferecemos algumas dicas para que o vestibulando faça um bom texto na prova de redação. Pode-se dizer ser os "os dez mandamentos da redação".

    1) Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto na construção das sentenças. Escreva com simplicidade.
    2) Corte palavras sempre que possível. Use a voz ativa, evite a passiva. Evite termos estrangeiros e jargões.
    3) Seja cauteloso ao utilizar as conjunções "como", "entretanto", "no entanto" e "porém". Quase sempre são dispensáveis. Evite o uso excessivo de advérbios. Tome cuidado com a gramática.
    4) Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma conversa. Uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro...
    5) Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira frases curtas. Exemplo: O fato de que o homem que seja  inteligente tenha que entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo. Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão. Toda mansão é luxuosa. Tenha coerência textual.
    6) Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: “subir os degraus da glória”, "fazer das tripas coração", "encerrar com chave de ouro", “silêncio mortal", "calorosos aplausos", "mais alta estima".
    7) Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever: "Fazem alguns anos que não leio um livro". O certo é “Faz alguns anos que não leio um livro”.
    8) Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". O certo é “Há cinco anos...”
    9) Só com a leitura intensiva se aprende a usar vírgulas corretamente. Leia os bons autores e faça como eles: trate a vírgula com bons modos. As regras sobre o assunto são  insuficientes.  Leia muito, leia sempre, leia o que lhe pareça agradável.
    10) Nas citações, use aspas , coloque a vírgula e um verbo seguido do nome de quem disse ou escreveu aquilo. Exemplo: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel Johnson.
    Escreva com simplicidade
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    A Banca aceitará qualquer posicionamento ideológico do examinando. Evite ,fazer rascunho, e passar a limpo, para não perder tempo. A redação pode ser escrita a lápis. Atenção para escrever com caligrafia bem legível.

    Escrever com simplicidade, usando palavras comuns, mas sem usar gírias ou linguagem coloquial. Mais: é preciso ter, antes de mais nada, bom conteúdo crítico, aprendido em jornais e revistas, inteirando-se do que acontece no país e no mundo. Dê um título sugestivo à sua redação.
    "A simplicidade do texto não implica necessariamente repetição de formas e frases desgastadas, uso exagerado de voz passiva, pobreza vocabular" recomenda o Manual do Estadão para o texto jornalístico. Com palavras conhecidas de todos, é possível escrever de maneira original e criativa e produzir frases elegantes, variadas, fluentes e bem alinhavadas. Não seja pedante. Eis alguns exemplos:
    SIMPLES: votar, pretender, voltar, tribunal, passageiro, eleição, entrar, acompanhar, índices, cobrados.
    REBUSCADO: sufragar, objetivar, regressar, corte, usuário, pleito, ingressar, monitorar, patamares, praticados.
    O candidato vai se familiarizando com o tema durante a prova, o que facilita a estruturação das idéias. Pelos resultados dos principais vestibulares do país, é visível a dificuldade dos candidatos em se expressar, em emitir opinião de forma articulada. A dificuldade está na estruturação dos textos.
    Redija um texto, a partir das idéias apresentadas. Defenda os seus pontos de vista utilizando-se de argumentação lógica. Na avaliação da sua redação, serão ponderados:
    1) A correta expressão em língua portuguesa.
    2) A clareza, a concisão e a coerência na exposição do pensamento.
    3) Sua capacidade de argumentar logicamente em defesa de seus pontos de vista.
    4) Seu nível de atualização e informação.
    Mais ainda: se há um segredo vital para se manter a redação em condições de ser bem apreciada, este se chama coerência. É preciso, enfim, dar a entender ( bem) ao corretor o que você está escrevendo, com clareza, precisão.
    Não devaneie, por fim. Vá fundo nos propósitos de escrever com precisão. E não devanear é bem diferente de não ser criativo. Devanear traz a imprecisão.
    Geralmente nos exames, a proposta de tema para a redação passa pela experiência pessoal do vestibulando. O candidato parte de uma pequena narrativa e avança para a dissertação, a reflexão. Mas é importante lembrar que o caráter dissertativo do texto deve predominar, com a narrativa servindo como um ponto de apoio. Respeitada esta norma, o candidato pode estruturar livremente seu texto.
    Esquema de causa e consequência
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    Você possui um tema para ser analisado. Neste caso, a melhor forma de desenvolvê-la é estabelecer a relação causa e conseqüência.
    Vamos à prática ...
    Tema:
    Constatamos que no Brasil existe um grande número de correntes migratórias que se deslocam do campo para as médias ou grandes cidades.
    Para encontrarmos uma causa, perguntamos:  Por quê?
    Referente ao tema acima. Dentre as respostas possíveis, poderíamos citar o seguinte fato:
    Causa:
    A zona rural apresenta inúmeros problemas que dificultam a permanência do homem no campo. No sentido de encontrar uma conseqüência  para o problema enfocado no tema acima, cabe a seguinte pergunta:  O que acontece em razão disso?  Uma das possíveis respostas seria:
    Consequência:
    As cidades encontram-se despreparadas para absorver esses migrantes e oferecer-lhes condições de subsistência e de trabalho. Veja que a causa e a conseqüência citadas neste exemplo podem ser perfeitamente substituídas por outras, encontradas por você, desde que tenham relação direta com o assunto. As sugestões apresentadas de maneira nenhuma são as únicas possíveis.
    Veja outros exemplos:
    Causa:
    As pessoas mais velhas têm medo do novo, elas são mais conservadoras, até em assuntos mais prosaicos.
    Tema: Muitas pessoas são analfabetas eletrônicas, pois não conseguem operar nem um videocassete.
    Conseqüência: Elas se tornam desajustadas, pois dependem dos mais jovens até para ligar um forno microondas, elas precisam acompanhar a evolução do mundo.
    Causa:  A nação que deixa depredar as construções
    consideradas como patrimônios históricos destrói parte da História de seu país.
    Tema: É de fundamental importância a preservação das construções que se constituem em patrimônios históricos.
    Consequência: Isso demonstra claramente o subdesenvolvimento de uma nação, pois quando não se conhece o passado de um povo e não se valorizam suas tradições, estamos desprezando a herança cultural deixada por nossos antepassados.
    Causa: A maioria dos parlamentares preocupa-se muito mais com a discussão dos mecanismos que os fazem chegar ao poder do que com os problemas reais da população.
    Tema: A maior parte da classe política não goza de muito prestígio e confiabilidade por parte da população.
    Consequência: Os grandes problemas que afligem o povo brasileiro deixam de ser convenientemente discutidos.
    Causa: Algumas pessoas refugiam-se nas drogas na tentativa de esquecer seus problemas.
    Tema: Muitos jovens deixam-se dominar pelo vício em diversos tipos de entorpecentes, mal que se alastra cada vez mais em nossa sociedade.
    Consequência: Acabam formando-se dependentes dos psicóticos dos quais se utilizam e, na maioria das vezes, transformam-se em pessoas inúteis para si mesmas e para a comunidade.
    Antítese, a contra-argumentação
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    Esquema de uma dissertação com antítese:
    1) Tema
    2) Tese
    3) Prova
    4) Antítese:Conclusão (síntese)
    Como incluir a contra-argumentação numa dissertação argumentativa:
    A dissertação argumentativa começa com a proposição clara e sucinta da idéia que irá ser comprovada, a TESE. A essa primeira parte do texto dissertativo chamamos de introdução.
    A segunda parte, chamada desenvolvimento, visa à apresentação dos argumentos que comprovem a tese, ou seja, a PROVA. É costume estruturar a argumentação em ordem crescente de importância, como foi explicado no início desta lição, a fim de prender cada vez mais a atenção do leitor às razões apresentadas. Essas razões baseiam-se em provas demonstráveis através dos fatos-exemplo, dados estatísticos e testemunhos.
    Na dissertação argumentativa mais formal, o desenvolvimento apresenta uma subdivisão, a ANTÍTESE, na qual se refutam possíveis contra-argumentos que possam contrariar a tese ou as provas. Nessa parte, a ordem de importância inverte-se, colocando-se, em primeiro lugar, a refutação do contra-argumento mais forte e, por último, do mais fraco, com o propósito de se depreciarem as idéias contrárias e ir-se, aos pontos, refutando a tese adversa,ao mesmo tempo em que se afasta o leitor ou ouvinte dos contra-argumentos mais poderosos.
    Na última parte, a conclusão, enumeraram-se os argumentos e conclui-se, reproduzindo as tese, isto é, faz-se uma SÍNTESE. Além de fazer uma síntese das idéias discutidas, pode-se propor, na conclusão, uma solução para o problema discutido.
    Veja o exemplo abaixo:
    Tema: Vestibular, um mal necessário.
    Tese: O vestibular privilegia os candidatos pertencentes às classes mais favorecidas economicamente.
    Prova: Os candidatos que estudaram em escolas com infra-estrutura deficiente, com as escolas públicas do Brasil, por mais que se esforcem, não têm condições de concorrer com aqueles que freqüentaram bons colégios.
    Antítese: Mesmo que o acesso à universidade fosse facilitado para candidatos de condição econômica inferior, o problema não seria resolvido, pois a falta de um aprendizado sólido, no primeiro e segundo grau, comprometeria o ritmo do curso superior.
    Conclusão (síntese): As diferenças entre as escolas públicas e privadas são as verdadeiras responsáveis pela seleção dos candidatos mais ricos.
    É possível escrever fácil sem ser vulgar, pois não há assunto que não possa ser traduzido num linguajar acessível. Escreva na ordem direta, dispense os detalhes irrelevantes e vá diretamente ao que interessa, sem rodeios. Na verdade, em qualquer situação, a simplicidade sempre é recomendada.
    30 Dicas para escrever bem
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    Sempre é bom aprender ou relembrar para quem já escreve muito bem...e prestem bastante atenção, parece piada, mas todas as dicas são verdadeiras!
    1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
    2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
    3. Anule aliterações altamente abusivas.
    4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
    5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
    6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
    7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
    8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!
    9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
    10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
    11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
    12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
    13. Frases incompletas podem causar
    14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
    15. Seja mais ou menos específico.
    16. Frases com apenas uma palavra ? Jamais !
    17. A voz passiva deve ser evitada.
    18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
    19. Quem precisa de perguntas retóricas?
    20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
    21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
    22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei !"
    23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
    24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível !
    25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
    26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
    27. Seja incisivo e coerente, ou não.
    28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
    29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ..nada de mandar esse trem...vixi..entendeu bichinho?
    30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
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